Escrita e divulgação histórica
Sobre o curso
O curso visa explorar as possibilidades da escrita criativa na produção de textos científicos de história, analisando formatos como artigos, dissertações e teses, e propondo ferramentas para aprimorar a elaboração textual e a estruturação narrativa. Além disso, discutirá os impactos das tecnologias digitais na escrita da história, abordando suas implicações teóricas, metodológicas e seu potencial para a divulgação científica, com base em experiências como a coordenação da revista Varia História e o projeto Mais Teoria da História na Wiki. O debate também incluirá a circulação do conhecimento histórico além dos periódicos científicos, analisando o papel de instituições e revistas acadêmicas na promoção da divulgação científica, com foco em estratégias e formatos adaptados às mídias sociais. Outro ponto central será a reflexão sobre quem escreve a história e quem está "autorizado" a interpretar o passado, inspirado no texto Testemunhas, historiadores e comemoradores, de Tzevetan Todorov, que aborda as diferentes vozes que constroem narrativas históricas. Por fim, a aula propõe aprofundar o debate sobre os usos políticos do passado e o papel das revistas científicas em tornar o conhecimento histórico acessível a um público amplo e diversificado.
Este curso foi organizado pela professora Marta Gouveia de Oliveira Rovai, diretora de cursos da gestão 2023–2025. Originalmente, sua dinâmica era síncrona, com participação ativa das pessoas inscritas. Para adaptá-lo ao formato assíncrono, foi necessário realizar alguns cortes. Apesar dos esforços para manter a fluidez do material, é possível perceber, em alguns momentos, transições mais abruptas, que, no entanto, não comprometem a qualidade das aulas.
Boa aula!
Curso realizado por:
Diego Luiz dos Santos (FIOCRUZ)
Mariana de Moraes Silveira (UFMG)
Ramon Feliphe Souza (UFVJM)
Roberta Cardoso Cerqueira (FIOCRUZ)
Julio Bentivoglio (UFES)
Conteúdo
Aula 1
- Introdução
Aula 2
- Conceitos e estratégias das narrativas históricas
Aula 3
- Usos do passado e as (novas?) funções dos historiadores e historiadoras